mães que trabalham fora

Que tipo de mãe da Geração Y você é?

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Afinal… quais são as características das mães-Y?

Calma… se você entrou agora neste blog e não faz nem ideia do que eu estou falando, confira o post Geração Miojo que você já vai entender.

Certo? Ok!

As mães-Y  trazem para a maternidade a característica típica de ansiedade e inquietude tão falada desta geração.

Mas trazem também uma outra característica interessante: como são inovadoras, mudaram inclusive o conceito de maternidade.

É sim!! Tanto que “antigamente”, mãe era mãe e ponto. E hoje em dia não é mais assim.

Hoje temos “sub-divisões” de mães. Estranho isso não é? Mas observe ao seu redor (e a si mesma), e veja se não é verdade.

Generalizando bastante, se dividem nos seguintes grupos:

Mães 1 – AS DESNATURADAS. São apelidadas e “mães-desnaturadas pois não se dedicam a criar uma relação com os filhos, seja porque trabalham muito, seja por qualquer outro motivo mesmo que não remunerado. Não dão atenção aos filhos, estes por sua vez, são criados por babás, instituições ou qualquer outra pessoa.

Em geral, essas mães não parecem se importarem muito com a relação e sim com a condição em que são criados. Raramente procuraram a clínica para resolverem conflitos com os pequenos, mas quando o fazem, é no sentido de responsabilizar o terapeuta para resolver:  “Não sei mais o que faço com ele doutora, não aguento mais, espero que você resolva isso de uma vez por todas”.

Esse é o discurso dessas mães-Y. Já que não sabem resolver seus conflitos e ficam frustradas, esperam que alguém resolva por elas, fazendo com o terapeuta o que fazia com seus próprios pais na sua infância – “Resolva isso pra mim.”

Se você perguntar a alguém a origem dessas mães, as pessoas normalmente dirão que são de classe alta.  Aquela velha história: mulheres ricas que atribuem aos empregados a criação dos filhos, por terem condições de pagar. O que muita gente não sabe é que “mães-desnaturadas” estão em todas as classes. Elas podem nem mesmo terem um emprego e serem fisicamente presentes em casa, mas são absolutamente ausentes emocionalmente.  Às vezes o papel de mãe para a criança é feita por uma irmã mais velha, uma tia ou mesmo uma vizinha. Então quando uma mulher diz que fica o dia todo em casa, não significa necessariamente que ela ESTEJA com os filhos.  Hai capito?*

Antes de sair julgando essas mães, acredite: elas são tão carentes e crianças quanto seus filhos e por este motivo não tem condições de cuidar emocionalmente deles, afinal não conseguem nem cuidar de si mesmas. Às vezes estão em um conflito ou sofrimento psicológico tão profundo e tão “ensimesmadas” que não enxergam ninguém, nem os filhos, e todos ao redor só conseguem enxergar seu egoísmo.

Mas já imagino o que você deve estar pensando aí: “Mas então por que teve filhos?”

Bom… feliz ou infelizmente todos nós temos o livre-arbítrio, não é?

Mães 2 – AS DONAS DE CASA.  São as mulheres que já não tinham mesmo uma profissão antes de serem mães, então quando a maternidade chega, não entram em nenhum conflito de escolha entre trabalho x filhos. É a popular “dona de casa”. Se dedicam exclusivamente aos pequenos e vêem isso como algo natural, muito provavelmente por que suas mães também assim o fizeram.

Na sua maior parte, são mulheres de uma classe mais baixa, que não tiveram a oportunidade de estudar e de se desenvolverem profissionalmente. Mas também se encontra essas mães nas outras classes, que simplesmente não tiveram interesse ou incentivo para a profissão.

São as mães que mais tentam levantar a bandeira da “educação de antigamente que era boa”, ficando em casa com os filhos. Mas apesar do discurso, na prática possuem atitudes e ações semelhantes das mães dessa geração, com todas as suas dificuldades e desafios.

Mães 3 – AS TRABALHADORAS.  São aquelas que tentam conciliar trabalho e maternidade. Esse grupo é aquele em que a maioria acredita ser o perfil das atuais mães.  Muitas se dividem entre as duas funções e o motivo é bem lógico: essas mulheres-Y foram estimuladas a investirem na profissão (lembra dos cursos e mais cursos na adolescência que falamos no post anterior?) mas por outro lado também viram os resultados das mães anteriores em “abandonar” seus filhos por causa da profissão. Como são da geração Y, não querem perder nada,  nenhuma oportunidade, e por serem multitarefa, tentam conciliar tudo.

E haja energia para tudo isso! De manhã estão no salto alto, na salas de reuniões do escritório, fechando negócios pelo telefone enquanto ao mesmo tempo estão espiando as câmeras de acesso da creche de seus pequenos. A noite, voltam para casa, largam o salto já na porta de entrada e coloca o avental de mãe que está pendurado na cozinha, prontas para serem a “dona de casa” que prepara algum jantar saudável para a família.

Mas como sofre esse grupo aí.

A culpa “come pelas pernas”, por que , é óbvio, não é possível conciliar tudo e às vezes, o “jantar saudável”, é uma besteira qualquer comprada na padaria mais próxima, ou o cansaço é tão grande, que em vez de curtirem os filhos que elas realmente amam, na verdade só está torcendo para que eles caiam na cama e durmam logo. “Amanha é outro dia!” Mas na verdade “no outro dia”  a correria é igual e assim seguem a vida.

Essas mães-Y já eram mulheres-Y ansiosas antes da maternidade. Você pode imaginar como fica tudo isso com um filho no meio? A vontade de fazer tudo ao mesmo tempo e a impossibilidade de isso se tornar viável? A vontade de ser mãe, de ter uma família, mas quando isso chega parece que não basta? “Pra que eu estudei tanto?” Se questionam.

Em função disso, essas mães também recebem o maior apoio em termos de conteúdo. Tá duvidando? É só fazer uma procura rápida na internet e constatar a quantidade de artigos e materiais em blogs e sites de conteúdo infantis, que você encontra uma variedade de soluções para mães que trabalham fora. Títulos como “Como conciliar trabalho e filhos” tem mais de 452.000 resultados no Google. Achou pouco? Tá ok! O título “mães que trabalham fora e sentem culpa” tem mais de 1.600.000 resultados.

Satisfeitos? 😉

Pois bem. Essas mães também são as mais acusadas de não darem limites aos pequenos e compensa-los de todas as formas. Elas realmente fazem isso. Ou quando tentam impor algo, se atrapalham bastante, seja por que já estão muito cansadas para isso, seja por que já passam tão pouco tempo com os filhos que não querem perder tempo brigando.

Sem dúvida, essas são as mães-Y que mais procuram a clínica. Querem ajuda, mas, diferente das Mães-desnaturada do grupo 1, entendem que elas fazem parte do processo de tratamento dos filhos. Quando chegam ao consultório estão esgotadas, pois já tentaram quase tudo em casa. Normalmente reclamam que seus filhos são ansiosos, não param quietos e “torcem secretamente” para que algum diagnóstico psicológico se confirme e assim justifique tanta agitação.

E é muito interessante observar essas mães. Elas chegam com seus filhos para consulta e estes normalmente ficam sentados durante a sessão, olhando para baixo ou para fora da janela por causa da vergonha. Já as mães, enquanto relatam todas as peripécias do filho, mexem diversas vezes na bolsa, amarram e desamarram os cabelos muitas e muitas vezes, ficam chamando a atenção do filho o tempo todo (“não mexe na cadeira da doutora, sobe aqui no sofá, sai dessa janela menino…..”) interrompem a sessão pois lembram-se de conferir se o celular está mesmo desligado…

E ficam extremamente surpresas quando, ao final de toda “falação”, esperando algum diagnóstico para a criança, eu muitas vezes só digo: “Mãe, a única pessoa ansiosa que estou vendo aqui dentro dessa sala é você. O que está acontecendo com você que seu filho imita esse comportamento em casa?”

Isso cai como uma bomba e é só depois disso que algum trabalho realmente começa a ser feito.

Mães 4 – A DEDICADAS.  As mães do tipo 1, 2 e 3 até já tinham em outras gerações. Mas esse quarto grupo de mães é o que marca uma nova maternidade que está sendo iniciada nesta geração e está cada vez mais em alta.

São as mães-Y que já haviam construído alguma carreira, que já tinham uma profissão, mas que em função do nascimento dos filhos, a deixaram de lado ou se dedicam muito pouco a ela. “Mesmo que só por um tempo” defendem-se (ou iludem-se???) algumas.

E o motivo pelo qual fizeram isso também fica claro para mim. Essas mães “compraram” antecipadamente a tal “culpa de mãe” das gerações anteriores.

O que quero dizer?

Que da mesma forma que as outras mulheres-Y, elas também assistiram o resultado da equação “mãe que trabalham x filhos abandonados = filhos rebeldes”.

Junta isso com a crescente demanda da mídia que agora escancara a todos a importância da relação mãe-bebê (seja por uma nova modalidade de parto humanizado, incentivo a amamentação prolongada e tantos outros), elas nem cogitam “abandonarem” os filhos “indefesos que precisam de cuidados especiais” e realmente acreditam que a profissão que precisam ter é a de serem mães. E se tornam mesmo profissionais nisso.

Em oposição às mães-desnaturadas, essas são chamadas de “mães realmente dedicadas” .

E como se dedicam essas mulheres.

Algumas chegam, inclusive, serem classificadas como “neurótica” por amigos e parentes, já que fazem as papinhas com legumes e verduras frescos, negam qualquer tipo de doce ou frituras aos filhos, seguem rituais de rotina de sono e banho a risca, brincam com os bebês como se fossem um, enfim, o filho se torna o centro de tudo, como uma alta executiva da área de maternidade.

O problema é que essas mães, apesar de se dedicarem de forma exclusiva, ainda possuem aquela “veia pulsante” típica da geração Y,  que é de ser multitarefa. E muitas delas, sentem vontade de retornarem as profissões, mas não o fazem por causa da tal da culpa de mãe antecipada, já que nem ao menos experimentaram largar os rebentos.  E, como boa representante da geração Y, também ficam ansiosas e insatisfeitas com essa escolha de estar em casa.

Olhando todo o estudo das gerações feita nos post anteriores, temos que destacar uma coisa importante:

Já que da Geração Y nasceram tantos tipos de mães-Y diferentes,  os pequenos de hoje, a atual geração ALPHA (que são os nascidos de 2010 em diante) também serão adolescentes muito diferentes entre si.

Calma, deixa eu explicar.

As pessoas nascidas numa determinada época tinham, em geral, características parecidas entre si em função da influência da educação de seus pais, que também era muita parecidas entre si.

Mas essa nova geração tem “tipos de pais” muitos diferentes, indo de uma escala que começa com pais que não participam em nada da criação dos filhos até pais que abriram mão de tudo e se arrastam pelo chão com os pequenos.

Inevitavelmente isso criará adolescentes com “caráter” diferentes, com entendimentos de conceito de  família diferentes.

Mas apesar dos diferentes tipos de famílias atuais, todos estão imersos numa sociedade que anda cobrando, e muito, dos pais uma postura cada vez mais presente e atuante.

E tem uma coisa em comum que a maioria desses adolescentes terão, independente do tipo de pais que tiveram. Você sabe qual é?

Pode deixar que isso eu te conto no próximo post.

Traduções:  *você entendeu?

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