ansiedade dos jovens

Geração Miojo – a ansiedade tomou conta

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Então, terminamos o post anterior falando do surgimento da Geração Y (da qual eu me enquadro), que foi fruto de pessoas que viveram numa época um tanto quanto conturbada. Se você quer pegar o fio da meada dessa história, não deixe de ler o post sobre a Geração Baby Boomers e X, que tá imperdível.

Certo!

A Geração Y são as pessoas nascidas entre 1980 e meados de 1990 (observe como já diminuiu o tempo de mudança de uma geração para outra)

Pra entendermos melhor essa geração seguinte, temos que, invarialmente nos perguntar:

Que tipo de característica tem “essa gente” da Geração Y?

Agora que a porca torce o rabo. 😉

Foi uma oportunidade bacana para eu fazer uma auto-análise e entender tantas características das quais não considero tão positivas em mim e em um montão de gente que me cerca.

O resultado daquela mistura toda falada das gerações anteriores, é a que a Geração Y, além de herdar o desequilíbrio emocional deles, foi ainda “agraciada” com a nova forma de comunicação da tecnologia, que fez desta nova geração mais antenada, com pensamento rápido e multitarefas. Mas em função disso, também se tornaram mais indisciplinados, egocêntricos e insubordináveis.

E agora os casais da época de 80-90 não só se divorciavam, mas arranjavam novos parceiros. E os filhos foram “ganhando” novas formas de família, novos irmãos de pais diferentes. As mulheres cada vez menos presentes em casa e mais dedicadas ao trabalho que agora as valorizam também.

As exigências com os adolescentes também foram aumentando e aquela característica competitiva iniciada na geração anterior “cobrou” da Geração Y atitudes como, por exemplo, fazer curso de inglês fora do horário de aula entre tantas outras coisas. Era preciso “se preparar para o futuro”, diziam os o pais.

É nesse cenário que se constituiu essa geração. E nela também surgiu, o que vejo como psicóloga, uma das características mais destrutivas da saúde mental: a ansiedade e insatisfação constantes.

E se a Geração X era a  Geração Coca-Cola, podemos dizer que a Geração Y é a Geração Miojo, que quer tudo resolvido rapidamente e sem muito esforço.

geracao_miojo

Eu não sei você, mas essa é uma herança dessa geração que sinto na pele. Tenho uma contínua sensação de que estou “perdendo tempo”, mas nem sei o por quê. Me questiono muito sobre minhas escolhas na vida, por vezes acordo e durmo pensando sobre elas.

Esse tipo de situação não é “privilégio” só meu. A maioria dos pacientes que atendi que possui entre 25-35 anos, tem questionamentos bem parecidos com esses. E mais: tem sensações que não sabem explicar: “me sinto triste, mas parece sem motivo”, “ando tão irritada e cansada”, “queria me sentir feliz, mas não consigo”, “não sei se gosto mesmo da minha profissão”. Esses são só alguns exemplos do que se ouve com frequência na clínica.

E mais do que nunca, é nessa geração que inicou o questionamento permanente sobre a felicidade e o aproveitar a vida.

O filósofo e educador Mário Sérgio Cortella que o diga sobre o assunto. Sempre ressalta em suas palestras que a pior herança deixada pelo Império Romano em decadência, foi justamente a ideia do Carpe Diem, que é a palavra em latim para “aproveite o dia”.

Simplesmente absorvemos esse conceito de uma forma em que as pessoas vivem o “hoje” como se não houvessem amanhã. Impulsionadas pelo consumismo excessivo, já que a ideia é “aproveite o dia”…. porque esperar para comprar aquele casaco da vetrini só no próximo mês? Não tem dinheiro? Usa o cartão.

Cortella ainda destaca que isso não pára só no consumismo de bens materias. O Carpe Diem trouxe para as pessoas a ideia de que temos que viver tudo intensamente, mesmo que isso nos coloque em risco.  Os jovens e adultos de hoje vão para as baladas, e bebem demais, dançam demais, beijam demais… tudo até seu esgotamento.

E essa sensação de não haver futuro (afinal, amanhã eu posso nem estar vivo, dizem muitos) misturado com o “viver o agora intensamente até o esgotamento”, gera, na minha opinião, a tal da ansiedade constante.

E já que esse blog é focado na maternindade, temos também algo muito importante a refletir juntos sobre essa ansiedade que também acomete as mães.

A Geração Y foi crescendo e “assistindo” o resultado das escolhas feitas pelas gerações anteriores.

O que quero dizer?

Simples. O fato é que quando eu, você e todo o pessoal dessa época éramos crianças, fomos incentivados a nos valorizarmos e não aceitar qualquer coisa. Nós poderíamos ser o melhor que quiséssemos. No popular: foi uma geração mais mimada e ainda adicionada de muitas recompensas materiais, já que nossos pais Baby Boomers haviam consquistado a tão sonhada estabilidade fincaneira a base de muito trabalho. E para compensar a ausencia, muitos presentes  e cursos e mais cursos (línguas, esportes, informática…)

Mas em contrapartida, no mesmo período, o sistema educacional começava a preocupar-se com os adolescentes, mostrando para sociedade a consequencia das escolhas feitas anteriormente:

Mães no mercado de trabalho  x  filhos pequenos “largados” = adolescentes rebeldes, que não respeitam a família causam problemas para a sociedade.

E todos (avós, pais e crianças) dessa época que gira em torno da década de 90 ate a virada do milenio, fomos introjetando esse novo conceito e assitindo de camarote os “adolescentes rebeldes” da época. E que “vergonha” era ter um “filho-problema”, comentavam os vizinhos. O tiro saiu pela culatra e algo não estava dando certo.

E aí a geração de mães-culpadas ganha mais força: vendo o cenário dos adolescentes da época, o que fazer para meu filho não ser tornar assim, mas não abrir mão da carreira?

Começa a ganhar força o dilema que muitas mães vivem até hoje.

Diante tudo isso, com que características maternas se tornaram essas mulheres Geração Y?

Essa turma aí casou bem mais tarde que qualquer outra geração, em torno de 24-30. E muitos nessa idade ainda estavam em casa com os pais, presos a uma dependencia financeira e emocional.

Mas por que?

Essa é fácil responder. Os pais da Geração Y são os Baby Boomers, lembra-se? E no post anterior, falamos de uma característica dominante deles:  a “Deixa que eu resolvo”.

E eles levaram a sério isso. E de fato resolviam praticamente tudo para os filhos, não dando a oportunidade de eles aprenderem por si mesmo. E como falamos lá em cima, os Y foram incentivados a acreditarem que eram especiais. Porém “ser especial” sem ter habilidade … hummmm … meu amigo… vem frustração por aí. E essa é mesma uma geração de pessoas frustradas com suas profissões, confusas nas escolhas, pulando em diversas áreas, querendo o reconhecimento imediato e o pior: sempre esperando que alguém resolva as coisas por eles.

Mas toda história tem dois lados e essa não é diferente. A Geração Y também possui características muito positivas e quem sabe aproveita-la, realmente se torna especial, como prometeram os pais da época. Um exemplo? Os fundadores do Facebook! Mark Zuckerberg,  quando tinha apenas seus vinte e poucos anos, já era um milionário desfilando de camiseta e tênis e sentado na cadeira da presidência de uma das maiores potencias da internet. Transformou a curiosidade, ousadia e impaciencia em ação. Esse é um exemplo “famoso”, mas temos muitos anonimos por aí que também se deram muito bem, obrigada.

Bom, voltando….

É com todas essas caracteristicas que as mulheres- Y cresceram, casaram-se e tiveram filhos .

E quem são eles? Se você respondeu a Geração Z, que está completamente….. enganado.

A geração sucessora da Y é a Geração Z, mas estes não são seus filhos.

A Geração Z são as pessoas nascidas próximas ao ano 2000 até 2010 aproximadamente. Esses são em sua maioria filhos da Geração X e não da Y.

Então quem são os filhos da Geração Y?

Já que essa geração casou bem mais tarde e também está preocupada com a carreira, deixou para ter filhos bem depois. Isso significa que, em sua grande maioria, tornaram-se pais após o ano de 2010. Essa nova geração que está aí, chamada ALPHA, são as nossas atuais crianças, que tem entre 0-5 anos. Ainda são poucos estudo sobre as projeções de como serão os comportamentos desses pequenos, pois os pesquisadores estão muito focados na geração Z (que são os nossos atuais adolescentes) prestes a entrem no mercado de trabalho.

A as mães-Y tem caracteríticas bem peculiares e típicas de uma geração ansiosa. Quer sabe mais? Não perca o próximo post.

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