Vamos Pensar?

Não parece, mas seu filho é um Ser Humano

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Eu sempre falo isso de brincadeira, mas por mais engraçado que pareça, muita gente não vê os filhos assim. É, são seres humanos, porém eles também não são “adultos em miniatura”. Abrindo um parêntese aqui nesse assunto: você sabia que até o século 18 as crianças eram vistas assim, como “mini-adultos”?

 

 

 

Só os primeiros anos de vida tinham algum tipo de infantilização, mas sem muito glamour,  no mais as crianças participavam da vida adulta sem muitas frescuras e tinham uma passagem “rápida e insignificante” pela família, palavras exatas de estudiosos da época.  Claro que também havia diferença no estilo de vida de crianças de famílias nobres e crianças pobres. Mas no geral não havia brinquedos para crianças como hoje, tão pouco roupas específicas para essa faixa etária e nem produtos direcionados para o público. Elas viviam o mundo dos adultos. A taxa de mortalidade infantil era altíssima, e sem grande importância e não havia o desespero como temos hoje. O filho morto logo era substituído por um recém-nascido que cumpriria o papel deixado pelo anterior. Loucura isso não é? Pois bem, esse era o “normal” da época, mas que nem conseguimos cogitar fazer hoje me dia.

Talvez daqui alguns bons séculos, quando a educação e a forma de conviver com os filhos inevitavelmente mudarem, nós também seres “os loucos do século passado” por agora superestimar os pequenos, indo na contramão do século 18. 😉

Tá ok, tá ok,  divagações a parte, vamos voltar ao nosso assunto. Independente da forma como são tratadas, todas as crianças tem uma coisa em comum: São seres humanos!

Parece redundante pensar isso, mas às vezes tenho a sensação de que muitos entendem isso na teoria, mas não na prática. Peraí que já te dou um exemplo.

A criança não quis jantar a comida que ele adora? Não fez cocô por 1 dia? Deu uma coçada na perna esquerda? O resultado é “mamãe preocupada” na certa!

 

 

O fato é que muitas pessoas esquecem que crianças pequenas mudam de humor, de gosto, de opinião. Igualzinho a quem, quem? Justo!! Igualzinho a você, a mim, e a qualquer outra pessoa. Mas a gente aceita isso facilmente no mundo adulto, mas no mundo infantil… ai ai.

Você já teve dias em que se sentiu mais nervoso e nem sabia direito por quê? Já passou noite em claro? Numa larica daquelas num dia, parecendo um “saco sem fundo” e num outro sem muita fome?  Ãh?

E você já passou um ou dois dias sem “número 2”? Já acordou mal-humorado sem querer muito papo nem com quem você adora conversar? E não tem aqueles dias em que o programa de TV que você adora tá chato?

Se você respondeu sim a alguma delas (ou a todas), então fique aliviado: você faz parte da categoria Ser Humano. Mas agora prepare-se , pois você pode ficar chocado: se seu filho também não é a mesma pessoinha todo santo dia, ufa!!, então ele também tá na mesma categoria que a nossa. E vivaaa!!

Sabe, a rotina com criança pequena é importante, e é claro que elas não conseguem expressar o que sentem ou pensam como nós adultos. Mas se hoje não foi como “sempre”, se hoje ele negou aquela sopinha preferida e dormiu sem a janta, ou se você não trocou tantas fraldas como de costume, não há motivo para preocupação ou frustração. Ele só está agindo como qualquer pessoa e não como um bonequinho programado para funcionar todos os dias nos mesmos horários, do mesmo jeito, por mais que eu ou você nos esforçamos.

 

pessoas-robos

 

Quando entendemos isso, damos um peso bem menor para coisas que fazem parte do cotidiano da maternidade. Sabe, as coisas ficam mais leves! A rotina fica mais leve! Os imprevistos ficam mais leves! Não precisa ser um dia difícil por causa disso! Não foi você que fez algo errado e nem há algo errado com seu filho também! Ele só está sendo humano, igualzinho a mim e você!

 

 

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A Geração MIMIMI e o “não” emocional.

Postado em Atualizado em

Às vezes me pego pensando: que tipo de adolescentes serão todas essas crianças de hoje?

Certamente cada uma terá sua particularidade e seu modo de ser, até mesmo porque vimos no post anterior Tipos de Mães, que agora temos novas modalidades de maternidade.

Mas sabe de uma coisa?

Tirando aquelas mães, nas quais os filhos realmente não tem um lugar de nenhuma importância na família (as que denominamos de “mães-desnaturadas”), as demais, estão influenciadas pela onda de “cuide bem do seu filho”.

Independente se trabalham fora, em home office ou donas de casa, todos tratam os filhos como “pequenas peças raras de diamante”. 

O mais interessante é que não são só as mães que agem assim, acometidas por algum tipo de “instinto materno”, como acreditam alguns. Os papais também o fazem. Trocar fraldas e fazer dormir já não é novidade nenhuma pra maioria dos homens há algum tempo.

Mas o que dizer desses papais que cortam unhas minúsculas com toda delicadeza, secam cabelos compridos das filhotas após o banho e fazem “comidinhas de criança” como ninguém?

Engraçado mesmo é ver aqueles homens no alto de seus 1,90 cm sendo dominados por criaturas minúsculas de meio metro. Colocam ordem numa equipe de 500 funcionários, são admirados pela competência com o qual conduzem problemas sérios, discussões entre colegas e a tal crise que acomete o país. Mas sem o paletó, são trapaceados e fazem negociações sem sucesso com um único indivíduo que mal conseguem controlar os esfincteres.

E tem mais: você já observou como reforçamos excessivamente os pequenos para qualquer pequena atitude?

Como psicóloga, sei bem que é positivo o reforço de um comportamento para que ele se repita. Mas será que não estamos abusando um pouco dessa teoria?

Seu filho deu o primeiro passo, aprendeu a guarda os brinquedos na caixinha ou experimentou pela primeira vez uma determinada comida e você elogiou ele? Claro!! E que bom que você fez isso. Assim ele tem uma “pista” de que está indo para o caminho certo.

Mas os pais de hoje fazem muito mais do que dar “pistas” de um bom caminho.  Tem pai e mãe que reforça comportamentos dos filhos que são absolutamente fisiológicos, que independem da vontade da criança.

Eu não sei você, mas já presenciei até “torcida do xixi”. Não, você não leu errado.

– Olha papai, venha ver, a mariazinha fez xixi!!  – diz a mãe vibrante.

– Nossa filha, que xixi grande!!! Parabéns!!! – diz o pai orgulhoso.

– Xixi….. tãnãnã… xixi…. tãnãnã…. – batem palmas juntos os pais.

E lá vai a fralda suja pro lixo ao som da sinfonia.

Ou mesmo comportamentos que já foram aprendidos pela criança e que não precisam mais de um “ebaaaaaa” cada vez que é feito.

– Filho, você tá comendo macarrão que a mamãe fez? êêêêê!! Que bom!!!!! Parabéns filho!!! – diz a mãe feliz

–  Mas ele já come macarrão desde um ano de idade, não é?- questiona a amiga que assiste a cena.

– Sim, ele sempre gostou de macarrão.  Mas não é lindo de ver? – replica a mãe.

Tá rindo?

Seria mesmo cômico se não fosse trágico.  😉

Ninguém bate palma toda vez que uma criança respira. E por que não?

Você provavelmente vai responder porque é algo natural da vida que não requer aprendizado. Ninguém ensina uma criança a respirar, não é?

Então por que  é  preciso reforçar o comportamento de fazer xixi e ter fome, se isso também é algo que vem junto com o “kit de ser humano”?

As crianças dessa geração estão sendo privadas da sensação deliciosa que é ser recompensado por algo que de fato merece aplauso.

Mas não fique com vergonha se você já fez “torcida do xixi” pro seu filho. Eu já fiz outras torcidas tão desnecessárias como esta quando a Alícia era bem pequena. Aquela vontade de fazer um “êêêê” para um bebezinho é tão irresistível, que às vezes supera o nosso bom senso.

Se você acha isso estranho, saiba que acontece na casa de muita gente que eu e você conhecemos, ou talvez aconteça na sua casa. E se você está se perguntando por quê isso acontece na sua casa, mesmo você sabendo que é insano, eu tenho um palpite:

Houve uma época em que toda a ausência dos pais em função de trabalho ou qualquer tipo de culpa que alguma mãe pudesse carregar, era recompensada com bens materiais. Lembra desse assunto no post Geração Miojo?

Mas a sociedade está em constante evolução e vendo resultado de ter crianças e adolescentes tão consumistas e um tanto fúteis, fomos construindo um novo modelo que agora clama ao pais:  “Diga não aos seus filhos!”

E quando nós estávamos em plena adolescência, começaram a surgir artigos e pesquisas de especialistas na área alertando dos perigos de atender a todos os desejos materiais do filhos. Presentes em excesso, viagens para Disney e tudo mais que o dinheiro pode comprar, agora é visto como um comportamento negativo que só os pais “não comprometidos com a educação e o futuro dos filhos” possuem.

Mas nenhuma “onda de novo pensamento” se instala de uma hora para outra. Observe como você já mudou de opinião sobre diversos assuntos ao longo da sua vida. Certamente você não dormiu um dia convicto de uma opinião ou gosto e acordou subitamente com outra. (Um exemplo é a  tal “música Sertaneja”. Há um bom tempo era cafona e motivo de vergonha “gostar daquilo”. Depois todo mundo já tinha uma cópia do novo CD do  Bruno e Marrone tocando no carro.)

Bom, com a educação acontece a mesma coisa. A forma de educar os filhos vai mudando com o passar dos anos e sem perceber, também temos uma cópia do novo CD da educação tocando em casa.

E quando nós, os adolecentes citados anteriormente, fomos crescemos e então tivemos filhos, já estava bem impregnada a ideia do quão prejudicial era o consumismo das criançada.

Pergunte a qualquer um que tem criança em casa: “Você dá tudo o que seus filhos pedem no mercado? Por que?”

A maioria esmagadora vai te responder um belo não. E vai justificar dizendo que,  dá vontade de “dar tudo”, ainda mais quando fazem aquela carinha pidona junto. Mas “dar tudo” aos filhos não faz bem e eles precisam aprender a ouvir “não”.

Os pais acreditam mesmo que esses são seus valores. Mas não são “seus”.  Na prática é só uma ideia que veio sendo construída ao longo dos últimos anos e que eles introjetaram sem perceber. Eles estão apenas reproduzindo a voz dos “tais especialistas”e em todas as gerações estes especialistas exisitrão, mudando a forma de educar e influenciando a geração seguinte.

E a maioria dos pais são bons em dizer “não” para o brinquedo que, num descuido do olhar da mãe,  foi agarrado com tudo da prateleira da loja.

Mas será que são tão bons em dar um “não” emocional?

É, aí a coisa muda de figura.

“Não” pra bala, chocolate, fritura, brinquedos, roupas, aquela mochila nova das princesas… tudo isso estamos preparados e convencidos que fazemos bem.

Mas dizer “não” para o choro quando estamos saindo de casa para trabalhar, quando imploram atenção durante a conversa entre adultos, quando a mãe já não quer mais amamentar e o filho ainda levanta a blusa dela, “não” para cada “mãeee vem brincar aqui comigo no quarto”.

Vix!!!

Essa geração de pais não está preparada pra isso. Vejo isso o tempo todo na rua. E vejo isso aqui em casa também.

E é desse”não” emocional que esta nova geraçãozinha de crianças vai ser carente.

Os pais quando estão em casa com os filhos pequenos, entre trabalhos e afazeres domésticos estão sempre respondendo aos chamado com um “espera um pouquinho filho, já vou”. E entre uma louça e outra, abaixam-se, dão atenção, fazem uma rápida brincadeira e começa tudo outra vez.

Agora junta essa carência de “não” emocional com aquela história de reforço excessivo de qualquer comportamento e me responde:

Como serão essas crianças no futuro?

No imaginário popular existe a fantasia de que os pais estão ocupados demais com o trabalho e não dão atenção aos filhos e que os adolescentes são distantes das familias.

Isso pode ter sido verdade durante alguns anos.

Mas responda sinceramente: quantos pessoas que tem filhos e que você conhece que tem esse comportamento? E quantos conhecidos seus agora trabalham em casa ou possuem trabalhos de meio período? Quantos fizeram escritórios em casa e trabalham online?

Não sei você, mas conheço muita gente que tem filhos pequenos. Mas não consigo selecionar nenhum que, digamos,  não se importa de verdade com os filhos. Mesmo os que trabalham bastante dão um jeito de serem presentes de alguma forma. Mesmo que faça isso de forma errada ou atrapalhada, mimando ou sendo permissivos demais.

Prova disso é que os estudos apontam que crianças pequenas dormem cada vez menos, justamente porque os pais querem a companhia deles quando chegam em casa, já que passaram o dia fora.

Então nosso futuros adolescentes serão, na minha opinião, uma geração mais ligada aos pais e um tanto quanto “mimimi”.

Bom, já é de conhecimento geral que nós da Geração Y somos um pouco frustrados por nos sentirmos especiais e não obter resultados, por não se esforçar tanto e desejar o retorno rápido e por sermos ansiosos. O que dizer dos nossos filhos? O que dizer desses pequenos que, além de ter como exemplo as nossas características citadas acima, ainda não levam “não emocional” e são reforçados excessivamente?

A ideia de todos os posts relacionados às gerações, foi trazer uma evolução dos comportamentos, para termos uma noção de como as coisas foram acontecendo, de como tem o dedo de todos nós em tudo o que reclamamos dessa atual geração de jovens.  E o mais importante: o quanto que  nosso comportamento com nossos filhos hoje, também irá impactar na adolescência futura deles.

Se você também quer um futuro de pessoas melhores, começe olhando essa pessoinha que está aí com você.

Mudarmos nossas atitudes com nosso filhos, impondo limites com amor e sabedoria, dando atenção necessária e de qualidade, mas não excessiva e irrelevante, sermos um exemplo de atitudes mais tranquilas em todos os âmbitos são os caminhos para construirmos isso juntos.

De fato precisamos entender que educar é mais do que simplemente fazer nossos filhos pararem com birras, comer legumes ou aprenderem a usar o penico. Educar é mostrar aos filhos que o respeito é necessário em todas as relações, independente da idade que se tem, e aí que entra o não emocional.

 

 

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Que tipo de mãe da Geração Y você é?

Postado em Atualizado em

Afinal… quais são as características das mães-Y?

Calma… se você entrou agora neste blog e não faz nem ideia do que eu estou falando, confira o post Geração Miojo que você já vai entender.

Certo? Ok!

As mães-Y  trazem para a maternidade a característica típica de ansiedade e inquietude tão falada desta geração.

Mas trazem também uma outra característica interessante: como são inovadoras, mudaram inclusive o conceito de maternidade.

É sim!! Tanto que “antigamente”, mãe era mãe e ponto. E hoje em dia não é mais assim.

Hoje temos “sub-divisões” de mães. Estranho isso não é? Mas observe ao seu redor (e a si mesma), e veja se não é verdade.

Generalizando bastante, se dividem nos seguintes grupos:

Mães 1 – AS DESNATURADAS. São apelidadas e “mães-desnaturadas pois não se dedicam a criar uma relação com os filhos, seja porque trabalham muito, seja por qualquer outro motivo mesmo que não remunerado. Não dão atenção aos filhos, estes por sua vez, são criados por babás, instituições ou qualquer outra pessoa.

Em geral, essas mães não parecem se importarem muito com a relação e sim com a condição em que são criados. Raramente procuraram a clínica para resolverem conflitos com os pequenos, mas quando o fazem, é no sentido de responsabilizar o terapeuta para resolver:  “Não sei mais o que faço com ele doutora, não aguento mais, espero que você resolva isso de uma vez por todas”.

Esse é o discurso dessas mães-Y. Já que não sabem resolver seus conflitos e ficam frustradas, esperam que alguém resolva por elas, fazendo com o terapeuta o que fazia com seus próprios pais na sua infância – “Resolva isso pra mim.”

Se você perguntar a alguém a origem dessas mães, as pessoas normalmente dirão que são de classe alta.  Aquela velha história: mulheres ricas que atribuem aos empregados a criação dos filhos, por terem condições de pagar. O que muita gente não sabe é que “mães-desnaturadas” estão em todas as classes. Elas podem nem mesmo terem um emprego e serem fisicamente presentes em casa, mas são absolutamente ausentes emocionalmente.  Às vezes o papel de mãe para a criança é feita por uma irmã mais velha, uma tia ou mesmo uma vizinha. Então quando uma mulher diz que fica o dia todo em casa, não significa necessariamente que ela ESTEJA com os filhos.  Hai capito?*

Antes de sair julgando essas mães, acredite: elas são tão carentes e crianças quanto seus filhos e por este motivo não tem condições de cuidar emocionalmente deles, afinal não conseguem nem cuidar de si mesmas. Às vezes estão em um conflito ou sofrimento psicológico tão profundo e tão “ensimesmadas” que não enxergam ninguém, nem os filhos, e todos ao redor só conseguem enxergar seu egoísmo.

Mas já imagino o que você deve estar pensando aí: “Mas então por que teve filhos?”

Bom… feliz ou infelizmente todos nós temos o livre-arbítrio, não é?

Mães 2 – AS DONAS DE CASA.  São as mulheres que já não tinham mesmo uma profissão antes de serem mães, então quando a maternidade chega, não entram em nenhum conflito de escolha entre trabalho x filhos. É a popular “dona de casa”. Se dedicam exclusivamente aos pequenos e vêem isso como algo natural, muito provavelmente por que suas mães também assim o fizeram.

Na sua maior parte, são mulheres de uma classe mais baixa, que não tiveram a oportunidade de estudar e de se desenvolverem profissionalmente. Mas também se encontra essas mães nas outras classes, que simplesmente não tiveram interesse ou incentivo para a profissão.

São as mães que mais tentam levantar a bandeira da “educação de antigamente que era boa”, ficando em casa com os filhos. Mas apesar do discurso, na prática possuem atitudes e ações semelhantes das mães dessa geração, com todas as suas dificuldades e desafios.

Mães 3 – AS TRABALHADORAS.  São aquelas que tentam conciliar trabalho e maternidade. Esse grupo é aquele em que a maioria acredita ser o perfil das atuais mães.  Muitas se dividem entre as duas funções e o motivo é bem lógico: essas mulheres-Y foram estimuladas a investirem na profissão (lembra dos cursos e mais cursos na adolescência que falamos no post anterior?) mas por outro lado também viram os resultados das mães anteriores em “abandonar” seus filhos por causa da profissão. Como são da geração Y, não querem perder nada,  nenhuma oportunidade, e por serem multitarefa, tentam conciliar tudo.

E haja energia para tudo isso! De manhã estão no salto alto, na salas de reuniões do escritório, fechando negócios pelo telefone enquanto ao mesmo tempo estão espiando as câmeras de acesso da creche de seus pequenos. A noite, voltam para casa, largam o salto já na porta de entrada e coloca o avental de mãe que está pendurado na cozinha, prontas para serem a “dona de casa” que prepara algum jantar saudável para a família.

Mas como sofre esse grupo aí.

A culpa “come pelas pernas”, por que , é óbvio, não é possível conciliar tudo e às vezes, o “jantar saudável”, é uma besteira qualquer comprada na padaria mais próxima, ou o cansaço é tão grande, que em vez de curtirem os filhos que elas realmente amam, na verdade só está torcendo para que eles caiam na cama e durmam logo. “Amanha é outro dia!” Mas na verdade “no outro dia”  a correria é igual e assim seguem a vida.

Essas mães-Y já eram mulheres-Y ansiosas antes da maternidade. Você pode imaginar como fica tudo isso com um filho no meio? A vontade de fazer tudo ao mesmo tempo e a impossibilidade de isso se tornar viável? A vontade de ser mãe, de ter uma família, mas quando isso chega parece que não basta? “Pra que eu estudei tanto?” Se questionam.

Em função disso, essas mães também recebem o maior apoio em termos de conteúdo. Tá duvidando? É só fazer uma procura rápida na internet e constatar a quantidade de artigos e materiais em blogs e sites de conteúdo infantis, que você encontra uma variedade de soluções para mães que trabalham fora. Títulos como “Como conciliar trabalho e filhos” tem mais de 452.000 resultados no Google. Achou pouco? Tá ok! O título “mães que trabalham fora e sentem culpa” tem mais de 1.600.000 resultados.

Satisfeitos? 😉

Pois bem. Essas mães também são as mais acusadas de não darem limites aos pequenos e compensa-los de todas as formas. Elas realmente fazem isso. Ou quando tentam impor algo, se atrapalham bastante, seja por que já estão muito cansadas para isso, seja por que já passam tão pouco tempo com os filhos que não querem perder tempo brigando.

Sem dúvida, essas são as mães-Y que mais procuram a clínica. Querem ajuda, mas, diferente das Mães-desnaturada do grupo 1, entendem que elas fazem parte do processo de tratamento dos filhos. Quando chegam ao consultório estão esgotadas, pois já tentaram quase tudo em casa. Normalmente reclamam que seus filhos são ansiosos, não param quietos e “torcem secretamente” para que algum diagnóstico psicológico se confirme e assim justifique tanta agitação.

E é muito interessante observar essas mães. Elas chegam com seus filhos para consulta e estes normalmente ficam sentados durante a sessão, olhando para baixo ou para fora da janela por causa da vergonha. Já as mães, enquanto relatam todas as peripécias do filho, mexem diversas vezes na bolsa, amarram e desamarram os cabelos muitas e muitas vezes, ficam chamando a atenção do filho o tempo todo (“não mexe na cadeira da doutora, sobe aqui no sofá, sai dessa janela menino…..”) interrompem a sessão pois lembram-se de conferir se o celular está mesmo desligado…

E ficam extremamente surpresas quando, ao final de toda “falação”, esperando algum diagnóstico para a criança, eu muitas vezes só digo: “Mãe, a única pessoa ansiosa que estou vendo aqui dentro dessa sala é você. O que está acontecendo com você que seu filho imita esse comportamento em casa?”

Isso cai como uma bomba e é só depois disso que algum trabalho realmente começa a ser feito.

Mães 4 – A DEDICADAS.  As mães do tipo 1, 2 e 3 até já tinham em outras gerações. Mas esse quarto grupo de mães é o que marca uma nova maternidade que está sendo iniciada nesta geração e está cada vez mais em alta.

São as mães-Y que já haviam construído alguma carreira, que já tinham uma profissão, mas que em função do nascimento dos filhos, a deixaram de lado ou se dedicam muito pouco a ela. “Mesmo que só por um tempo” defendem-se (ou iludem-se???) algumas.

E o motivo pelo qual fizeram isso também fica claro para mim. Essas mães “compraram” antecipadamente a tal “culpa de mãe” das gerações anteriores.

O que quero dizer?

Que da mesma forma que as outras mulheres-Y, elas também assistiram o resultado da equação “mãe que trabalham x filhos abandonados = filhos rebeldes”.

Junta isso com a crescente demanda da mídia que agora escancara a todos a importância da relação mãe-bebê (seja por uma nova modalidade de parto humanizado, incentivo a amamentação prolongada e tantos outros), elas nem cogitam “abandonarem” os filhos “indefesos que precisam de cuidados especiais” e realmente acreditam que a profissão que precisam ter é a de serem mães. E se tornam mesmo profissionais nisso.

Em oposição às mães-desnaturadas, essas são chamadas de “mães realmente dedicadas” .

E como se dedicam essas mulheres.

Algumas chegam, inclusive, serem classificadas como “neurótica” por amigos e parentes, já que fazem as papinhas com legumes e verduras frescos, negam qualquer tipo de doce ou frituras aos filhos, seguem rituais de rotina de sono e banho a risca, brincam com os bebês como se fossem um, enfim, o filho se torna o centro de tudo, como uma alta executiva da área de maternidade.

O problema é que essas mães, apesar de se dedicarem de forma exclusiva, ainda possuem aquela “veia pulsante” típica da geração Y,  que é de ser multitarefa. E muitas delas, sentem vontade de retornarem as profissões, mas não o fazem por causa da tal da culpa de mãe antecipada, já que nem ao menos experimentaram largar os rebentos.  E, como boa representante da geração Y, também ficam ansiosas e insatisfeitas com essa escolha de estar em casa.

Olhando todo o estudo das gerações feita nos post anteriores, temos que destacar uma coisa importante:

Já que da Geração Y nasceram tantos tipos de mães-Y diferentes,  os pequenos de hoje, a atual geração ALPHA (que são os nascidos de 2010 em diante) também serão adolescentes muito diferentes entre si.

Calma, deixa eu explicar.

As pessoas nascidas numa determinada época tinham, em geral, características parecidas entre si em função da influência da educação de seus pais, que também era muita parecidas entre si.

Mas essa nova geração tem “tipos de pais” muitos diferentes, indo de uma escala que começa com pais que não participam em nada da criação dos filhos até pais que abriram mão de tudo e se arrastam pelo chão com os pequenos.

Inevitavelmente isso criará adolescentes com “caráter” diferentes, com entendimentos de conceito de  família diferentes.

Mas apesar dos diferentes tipos de famílias atuais, todos estão imersos numa sociedade que anda cobrando, e muito, dos pais uma postura cada vez mais presente e atuante.

E tem uma coisa em comum que a maioria desses adolescentes terão, independente do tipo de pais que tiveram. Você sabe qual é?

Pode deixar que isso eu te conto no próximo post.

Traduções:  *você entendeu?

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Geração Miojo – a ansiedade tomou conta

Postado em Atualizado em

Então, terminamos o post anterior falando do surgimento da Geração Y (da qual eu me enquadro), que foi fruto de pessoas que viveram numa época um tanto quanto conturbada. Se você quer pegar o fio da meada dessa história, não deixe de ler o post sobre a Geração Baby Boomers e X, que tá imperdível.

Certo!

A Geração Y são as pessoas nascidas entre 1980 e meados de 1990 (observe como já diminuiu o tempo de mudança de uma geração para outra)

Pra entendermos melhor essa geração seguinte, temos que, invarialmente nos perguntar:

Que tipo de característica tem “essa gente” da Geração Y?

Agora que a porca torce o rabo. 😉

Foi uma oportunidade bacana para eu fazer uma auto-análise e entender tantas características das quais não considero tão positivas em mim e em um montão de gente que me cerca.

O resultado daquela mistura toda falada das gerações anteriores, é a que a Geração Y, além de herdar o desequilíbrio emocional deles, foi ainda “agraciada” com a nova forma de comunicação da tecnologia, que fez desta nova geração mais antenada, com pensamento rápido e multitarefas. Mas em função disso, também se tornaram mais indisciplinados, egocêntricos e insubordináveis.

E agora os casais da época de 80-90 não só se divorciavam, mas arranjavam novos parceiros. E os filhos foram “ganhando” novas formas de família, novos irmãos de pais diferentes. As mulheres cada vez menos presentes em casa e mais dedicadas ao trabalho que agora as valorizam também.

As exigências com os adolescentes também foram aumentando e aquela característica competitiva iniciada na geração anterior “cobrou” da Geração Y atitudes como, por exemplo, fazer curso de inglês fora do horário de aula entre tantas outras coisas. Era preciso “se preparar para o futuro”, diziam os o pais.

É nesse cenário que se constituiu essa geração. E nela também surgiu, o que vejo como psicóloga, uma das características mais destrutivas da saúde mental: a ansiedade e insatisfação constantes.

E se a Geração X era a  Geração Coca-Cola, podemos dizer que a Geração Y é a Geração Miojo, que quer tudo resolvido rapidamente e sem muito esforço.

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Eu não sei você, mas essa é uma herança dessa geração que sinto na pele. Tenho uma contínua sensação de que estou “perdendo tempo”, mas nem sei o por quê. Me questiono muito sobre minhas escolhas na vida, por vezes acordo e durmo pensando sobre elas.

Esse tipo de situação não é “privilégio” só meu. A maioria dos pacientes que atendi que possui entre 25-35 anos, tem questionamentos bem parecidos com esses. E mais: tem sensações que não sabem explicar: “me sinto triste, mas parece sem motivo”, “ando tão irritada e cansada”, “queria me sentir feliz, mas não consigo”, “não sei se gosto mesmo da minha profissão”. Esses são só alguns exemplos do que se ouve com frequência na clínica.

E mais do que nunca, é nessa geração que inicou o questionamento permanente sobre a felicidade e o aproveitar a vida.

O filósofo e educador Mário Sérgio Cortella que o diga sobre o assunto. Sempre ressalta em suas palestras que a pior herança deixada pelo Império Romano em decadência, foi justamente a ideia do Carpe Diem, que é a palavra em latim para “aproveite o dia”.

Simplesmente absorvemos esse conceito de uma forma em que as pessoas vivem o “hoje” como se não houvessem amanhã. Impulsionadas pelo consumismo excessivo, já que a ideia é “aproveite o dia”…. porque esperar para comprar aquele casaco da vetrini só no próximo mês? Não tem dinheiro? Usa o cartão.

Cortella ainda destaca que isso não pára só no consumismo de bens materias. O Carpe Diem trouxe para as pessoas a ideia de que temos que viver tudo intensamente, mesmo que isso nos coloque em risco.  Os jovens e adultos de hoje vão para as baladas, e bebem demais, dançam demais, beijam demais… tudo até seu esgotamento.

E essa sensação de não haver futuro (afinal, amanhã eu posso nem estar vivo, dizem muitos) misturado com o “viver o agora intensamente até o esgotamento”, gera, na minha opinião, a tal da ansiedade constante.

E já que esse blog é focado na maternindade, temos também algo muito importante a refletir juntos sobre essa ansiedade que também acomete as mães.

A Geração Y foi crescendo e “assistindo” o resultado das escolhas feitas pelas gerações anteriores.

O que quero dizer?

Simples. O fato é que quando eu, você e todo o pessoal dessa época éramos crianças, fomos incentivados a nos valorizarmos e não aceitar qualquer coisa. Nós poderíamos ser o melhor que quiséssemos. No popular: foi uma geração mais mimada e ainda adicionada de muitas recompensas materiais, já que nossos pais Baby Boomers haviam consquistado a tão sonhada estabilidade fincaneira a base de muito trabalho. E para compensar a ausencia, muitos presentes  e cursos e mais cursos (línguas, esportes, informática…)

Mas em contrapartida, no mesmo período, o sistema educacional começava a preocupar-se com os adolescentes, mostrando para sociedade a consequencia das escolhas feitas anteriormente:

Mães no mercado de trabalho  x  filhos pequenos “largados” = adolescentes rebeldes, que não respeitam a família causam problemas para a sociedade.

E todos (avós, pais e crianças) dessa época que gira em torno da década de 90 ate a virada do milenio, fomos introjetando esse novo conceito e assitindo de camarote os “adolescentes rebeldes” da época. E que “vergonha” era ter um “filho-problema”, comentavam os vizinhos. O tiro saiu pela culatra e algo não estava dando certo.

E aí a geração de mães-culpadas ganha mais força: vendo o cenário dos adolescentes da época, o que fazer para meu filho não ser tornar assim, mas não abrir mão da carreira?

Começa a ganhar força o dilema que muitas mães vivem até hoje.

Diante tudo isso, com que características maternas se tornaram essas mulheres Geração Y?

Essa turma aí casou bem mais tarde que qualquer outra geração, em torno de 24-30. E muitos nessa idade ainda estavam em casa com os pais, presos a uma dependencia financeira e emocional.

Mas por que?

Essa é fácil responder. Os pais da Geração Y são os Baby Boomers, lembra-se? E no post anterior, falamos de uma característica dominante deles:  a “Deixa que eu resolvo”.

E eles levaram a sério isso. E de fato resolviam praticamente tudo para os filhos, não dando a oportunidade de eles aprenderem por si mesmo. E como falamos lá em cima, os Y foram incentivados a acreditarem que eram especiais. Porém “ser especial” sem ter habilidade … hummmm … meu amigo… vem frustração por aí. E essa é mesma uma geração de pessoas frustradas com suas profissões, confusas nas escolhas, pulando em diversas áreas, querendo o reconhecimento imediato e o pior: sempre esperando que alguém resolva as coisas por eles.

Mas toda história tem dois lados e essa não é diferente. A Geração Y também possui características muito positivas e quem sabe aproveita-la, realmente se torna especial, como prometeram os pais da época. Um exemplo? Os fundadores do Facebook! Mark Zuckerberg,  quando tinha apenas seus vinte e poucos anos, já era um milionário desfilando de camiseta e tênis e sentado na cadeira da presidência de uma das maiores potencias da internet. Transformou a curiosidade, ousadia e impaciencia em ação. Esse é um exemplo “famoso”, mas temos muitos anonimos por aí que também se deram muito bem, obrigada.

Bom, voltando….

É com todas essas caracteristicas que as mulheres- Y cresceram, casaram-se e tiveram filhos .

E quem são eles? Se você respondeu a Geração Z, que está completamente….. enganado.

A geração sucessora da Y é a Geração Z, mas estes não são seus filhos.

A Geração Z são as pessoas nascidas próximas ao ano 2000 até 2010 aproximadamente. Esses são em sua maioria filhos da Geração X e não da Y.

Então quem são os filhos da Geração Y?

Já que essa geração casou bem mais tarde e também está preocupada com a carreira, deixou para ter filhos bem depois. Isso significa que, em sua grande maioria, tornaram-se pais após o ano de 2010. Essa nova geração que está aí, chamada ALPHA, são as nossas atuais crianças, que tem entre 0-5 anos. Ainda são poucos estudo sobre as projeções de como serão os comportamentos desses pequenos, pois os pesquisadores estão muito focados na geração Z (que são os nossos atuais adolescentes) prestes a entrem no mercado de trabalho.

A as mães-Y tem caracteríticas bem peculiares e típicas de uma geração ansiosa. Quer sabe mais? Não perca o próximo post.

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Acha seu filho revolucionário e contestador? Mas sabe onde isso começou?!

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No post  Estudo das Gerações, começamos a conversar sobre a influencia das gerações passadas na forma de criar nossos pequenos hoje em dia. Começamos pela Geração Veteranos (nascidos entre 1922 e 1945) e na sequência vem a Geração Baby Boomers.

Pergunta: por que esse nome?

É simples! São pessoas nascidas na época pós guerra, entre 1946 e 1964, onde houve uma “explosão” de nascimentos de bebês e por este motivo o termo, que é a tradução em inglês.

Nascimento_BabyBoomers

E olha aí como já começa a diferença. São divididos em dois grupos: Primeiros Boomers (1946-1954) e Boomers Posteriores (1955-1964). Essa divisão é feita pois essas pessoas tiveram um experiência de vida diferente dentro de uma mesma geração. Em uma pesquisa foi questionado para todos nascidos neste período que evento foi mais marcante da sua época.

Os Primeiros Boomers  responderam os assassinatos de JFK, Robert Kennedy e Martin Luther King, o fato extraordinário do primeiro homem a pisar na Lua, a Guerra do Vietnã, a liberdade sexual e as manifestações pelos direitos civis.

Famosa foto de crianças correndo desesperadas após o lançamento da bomba.
Famosa foto das crianças correndo desesperadas após o bombardeio com napalm.

E os Boomers Posteriores? AH! Eles já tiveram outras experiências marcantes como a renúncia de Nixon, a Guerra Fria, o embargo do petróleo, inflação elevada e escassez de gasolina.

Renuncia_de_Nixon

Ótimo!!! E o que isso tem a ver com a educação?

É que essas pessoas já tiveram uma mudança de características em seu modo de ser e isso incluía a forma como viam a família.

Quer ver algumas características interessantes dessa galera aí? Deixa que eu te mostro:

Vou citar o texto de um livro chamado “Generations”  que achei ótimo:

Baby Boomers são os que nasceram em plena explosão de natalidade do pós-guerra, os quais sentiram na pele a necessidade de provar que também tinham muito valor: protestaram contra a Guerra do Vietnã, contra a ditadura militar no Brasil, se tornaram altamente politizados e lutaram pela liberação sexual. É a geração do “deixa que eu resolvo” pois era natural colocar o trabalho acima de tudo, inclusive da família e do lazer. As mulheres começaram a trabalhar fora e a ter dinheiro para comprar seus eletrodomésticos.

Olha lá!!! Volta lá no texto e presta atenção. rsrsrsrs

Viu a parte em que ele cita que era “Natural colocar o trabalho acima de tudo….. as mulheres começaram a trabalhar para comprar seus próprios eletrodomésticos?”

A diferença é que hoje em dia as mulheres trabalham para comprarem seus próprios carros ou apartamentos. 😉

O fato é que foi nesta geração que o “trabalho extra” começou a ter larga escala. Na Geração dos Veteranos, por exemplo, o importante era escolher uma profissão (que seria a mesma até o final da vida), e ter um horário certo para entrar e sair do trabalho. Já os Boomers, tinha uma profissão também definida, horário para entrar…. mas em certo momento, já não havia mais hora para sair. Trabalhavam muito, pois isso era sinônimo de honra e disciplina. Queriam garantir um sustento e conforto a família (carro, casa na praia, viagens)

E qual o perfil das mães-boomers?

Casadas entre 18-23 anos, dedicaram-se a família. Como citado no texto, algumas já queriam contribuir financeiramente em casa buscando trabalhos formais ou informais, mas muitas ainda permaneceram para criar os filhos.

Fiquei especialmente impressionada ao descobrir que o conceito de creche tinha um cunho extremamente negativo antes de 1960.

Era um lugar onde só as mães pobres e sem opção deixavam seus filhos para irem trabalhar,  mas diversos movimentos sociais da época apontavam que o único cuidado aceitável era o da mãe e que as creches eram substitutos inadequados. Não havia infraestrutura adequada e nem cuidados específicos para infância.

Olhando por esse prisma, já deu pra perceber como isso evolui não é?

Também conversei com algumas pessoas dessa geração para saber o que acham da atual forma de educar. É muito interessante ouvir o discurso “deixa que eu resolvo”, citado na reportagem acima, mas disfarçado de outras formas. Essa geração tem um certo ar de “eu sei das coisas”, e por incrível que possa parecer, a geração anterior não possui, apesar de mais velha. E também é claro que nem todas as pessoas desta geração são iguais e nem todos tem as mesmas características citadas. Importante ressaltar também que os jovens dos grandes centro viveram tudo isso de forma mais intensa que os de cidades menores.

Mas, para mim, o mais irônico de tudo isso é ver que quase tudo o que eles reclamam da geração atual, teve de alguma forma início no comportamento contestador das suas próprias adolescências. Olha só que interessante: segundo um estudo da Revista Exame, os Baby Boomers foram os primeiros a criar um estilo de vida jovem, apelidado de lifestyle na época.

Estilo_Boomers

Como era esse estilo? Eles eram protestadores, sexys, audaciosos e conquistaram inclusive o direito de ir e vir,sendo os primeiros a terem a chave de casa. Lutavam pela paz. Com um papo de “paz e amor”,  trouxeram a tona o sexo livre e o uso de drogas. Também foi a primeira geração a ter TV em casa na sua juventude.

Bom, quando lembro da minha própria adolescência, também vejo algumas dessas características acima. E também quando vejo a adolescência de hoje em dia. A diferença, me parece, está na proporção que isso foi tomando de uma geração para outra. E isso é que assusta tanto quanto penso na adolescência dessa geração que está nascendo agora.

Os Boomers foram também a primeira geração a recusar o envelhecimento. As pesquisas apontam que o desenvolvimento de produtos de beleza, alimentação e estética, tiveram um empurrão e tanto nesse período. E junto com a preocupação de saúde, veio a preocupação com a felicidade.

Preocupação esta que era algo central na vida dos jovens da geração seguinte, a Geração X.  Estes são os nascidos em meados da década de 60 até o final dos anos 70, mas muitos autores ainda concordam que uma parte dos anos 80 entra nessa geração. E olha só que interessante.

Estes jovens colheram os frutos do estilo de vida deixado pelos Boomers.  Dentro de casa ganharam espaço, sendo agora dono de seus próprios quartos. Foi uma época marcada por influencias como a de Michael Jackson, dos vídeo games e do avanço tecnológico dos computador pessoais.

geraçao_X

Da mesma forma que os Boomers, também causaram grandes mudanças na sociedade. Ouvi em um documentário algo que me fez rir. Era assim:

“Mas os Boomers não contavam com uma coisa: eles também teriam bebês. E se esta geração já causou alguns estragos, o que a nova geração seria capaz? Era uma incógnita e por isso a próxima geração seria a X.”

Suas características?

Na adolescência, formavam tribos: ou você fazia parte desta ou daquela. Audaciosos, deram início as transformações no corpo: eram tatuagens e piercing, cabelos exóticos. O colorido tomou conta: era roupas, cabelos, acessórios. Não eram só contestadores como seus pais foram, era agora transgressores.

E olha o texto da Patricia Schmauch:

“A geração X continua as mudanças propostas pelos baby boomers de uma maneira mais drástica. Já há individualidade e busca pelas vontades próprias, e uma ruptura com a família – os objetivos dos jovens já não são semelhantes aos planos da família, e há uma luta para fazer valer essa vontade. Os jovens começam a caminhar sozinhos e procuram sua liberdade, independência. É hora de se desapegar e lutar por novas propostas de vida.”

Segundo a jornalista Sofia Esteves, para entender melhor o que aconteceu com essa geração, basta ouvir a música do Renato Russo:

“Quando nascemos fomos programados a receber o que nos empurravam, como os enlatados de USA de 9 às 6. Desde pequenos nós comemos lixo comercial e industrial, mas agora chegou a nossa vez, vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês. Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação, geração Coca-Cola!”

geraçao_coca-cola

Perfeita comparação! Renato Russo compôs a música como protesto à essa época em que os jovens acreditavam que tudo que vinha dos EUA era visto como melhor. Inicia-se nessa geração esse comportamento consumista, ansioso, desregrado e com a alimentação fast food  que está impregnado até hoje em nós. Renato Russo era genial em suas letras, mas aos invés de “cuspirmos de volta” nós fizemos pior: tornamos o lixo em luxo.

Infelizmente, além de consumir o lixo que a sociedade fez questão de importar, muitos também vivenciaram o número crescentes de divórcios de seus pais, que ocorreu na década de 80. O motivo me parece bastante óbvio: lembra da história das “horas extras” e “muito trabalho” que caracterizou a geração boomers? Então as mulheres da época começaram a ingressar de forma cada vez mais significativas no mercado de trabalho e começaram também a seguir esse ritmo masculino de trabalho. Começaram então a ter renda própria em função disso.

Ou seja? Com tanto trabalho, o casamento foi perdendo o lugar. E se estivessem insatisfeitas, podiam agora “se dar ao luxo” de serem felizes sem um marido que a sustentassem.

E os filhos? Hum… é justamente aí que, na minha “tese particular” , eu vejo como o início do desmoronamento da educação e vida em família que a sociedade vive hoje. A geração X foi a primeira a colher os maus frutos desse fenômeno dos divórcios.

Acompanha só meu raciocínio: com a separações e com as mães trabalhando para sustentar o novo modelo de família, com quem ficavam os filhos?

Algumas crianças pequenas ficavam com as avós ou vizinhos próximos, mas uma boa parte começaram a frequentar a creches.

E como era de se esperar, na década de 80 a educação infantil começa a ganhar novos olhares. E creches com propostas pedagógicas começam a surgir com mais força.

Mas muitos adolescentes, sem alternativa, ficavam sozinhos em casa.  E se eles já tinham seus próprios quartos, isso só ressaltou a característica individualista da Geração X, pois foram criados um pouco mais sozinhos “em seus mundos”. Em muitas leituras que fiz, afirma que esta geração também não valorizava tanto a família, a rejeitando na juventude, valorizando muito mais as amizades. E, suponho, que este pode ser um dos motivos.

Neste período histórico, as mães ainda não tinham conhecimento e tão pouco consciência da consequência que essas escolhas trariam. Acreditavam que estavam fazendo seu melhor tanto para si, como para seus filhos. No geral, os pais queriam trazer conforto e estabilidade para os filhos, mas na forma de bens materiais. E isso também serviu como uma forma de compensar a ausência de casa. E a Geração X, acentuou seu lado consumista reforçado com os mais diversos tipos de presentes, brinquedos, produtos vindos dos EUA… quantidade essa nem imaginada na infância dos boomers.

brinquedos_dos_anos_80

Note que isso é um fenômeno social e coletivo. E relembre também que a denominação “geração” é uma forma didática de separar características por períodos. Quer um exemplo? Os divórcios começaram em uma onda crescente na década de 80, certo? Mas tanto eu como você conhecemos desde casais novos até casais mais velhos que se separam, justamente porque a ideia “poder se divorciar” foi tomando conta da imaginário de toda população .Então mesmo quem não teve pais separados, sentia o “clima” de toda essas mudanças.

Certo: esses adolescentes e crianças “mais solitários” e “consumistas” também cresceram. E trouxeram na bagagem essas primeiras marcas do individualismo.  Cresceram, casaram e tiveram filhos.

Bom, aí é hora de também se perguntar: qual o perfil das mães-X?

As mães-X casaram-se um pouquinho mais tarde, com idades entre 20-24 anos. E levaram para maternidade as características da sua geração. Buscavam maior liberdade e isso incluiu sacrificar um pouco a maternidade em função de seus objetivos pessoais. E como diz o ditado “ninguém pode dar o que não tem”, também deram aos seus próprios filhos um pouco dessa solidão e independência, mas de forma mais precoce que na geração anterior.

Assim, as mães-X se jogam ainda mais no mercado de trabalho apoiadas no conceito de liberdade x felicidade x independência absorvidos na sua juventude.

E como o tempo não pára, surge a Geração Y, nascidos no início da década de 80 até meados da década de 90. Note que a Geração Y pode tanto ser os filhos dos Boomers Posteriores como da Geração X.

Agora pensa um pouco comigo: na Geração X, as pessoas tiveram uma adolescência um tanto quanto conturbada ao estilo “geração coca-cola”,  sentiram na pele a dor do divórcios dos pais, se isolaram em seus quartos, foram criados um pouco mais sozinhos e em contrapartida ainda tinham uma ânsia de crescimento profissional mais acelerada e buscavam a felicidade nas coisas…  nesse cenário alguns Boomers Posteriores e a Geração X tiveram filhos. Agora me responde: que tipo de filhos essas pessoas criaram?

Nós! 

Isso mesmo! Apesar de “beber bastante da água” da Geração X por ter nascido numa época de transição de gerações, teoricamente sou da Geração Y. E se você também começou a usar creme noturno anti-rugas no rosto e tem filhos pequenos, provavelmente é dessa mesma época.

Mas tem muita água pra rolar ainda embaixo dessa ponte e você vai conferir tudo sobre as próximas gerações nos próximos posts. Não dá pra perder!

Estudo das Gerações

Postado em Atualizado em

Você acha que cria seus filhos do seu jeito não é? Mas você nem faz ideia de como nosso modo de agir hoje foi influenciado por tantos fatores, que na verdade, se você olhar bem, o “seu jeito” de criar, não é só seu. Você não está tãããão no controle como pensa.

Mas esse assunto dá “pano pra manga” e temos muitas coisas para ver.

Assim, as coisas por aqui vão mudar um pouquinho.

As publicações até o momento, foram só para você entender como a história começou. Eu queria dar um contexto verdadeiro a você da situação, que teve como start a vinda para Itália. Todos os posts anteriores a este, estão no link da página O Começo, dispostos numa lista para facilitar o entendimento.

Mas as próxima etapas agora serão mais focadas nas pesquisas feitas (e que continuo fazendo) na área, as idéias que surgiram a partir delas e finalmente, os comportamentos modificados (meus e da Alícia) ao estilo “método” – bem do jeito que você gosta.  Va bene?  😉

Assim, ganhamos mais um link de página chamada Vamos pensar? que irá englobar toda essa nova parte de pesquisas.

Nessa etapa não teremos mais o “AGORA ALÍCIA”, porque apesar de ser muito inteligente, a menina não tem uma opinião formada a respeito da parte teórica. 😉

Mas pode deixar que ela retorna “cheia de opinião” na terceira fase, quando falaremos das mudanças de comportamento dela.

Ou seja: daqui para frente vai ser IMPERDÍVEL! 

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Ok, vamos começar então?

Você provavelmente já deve ter ouvido falar do Estudo das Gerações. Sim? Não? Se você trabalha em empresa, essa conversa já deve ter chegado ao seu ouvido alguma vez.

Mas se você não trabalha, com certeza já ouvi isso, mas de outra forma.

É aquilo que as pessoas adoram falar…. “a educação de antigamente é que era boa, bastava uma olhada do pai pra criança obedecer na hora”.

Ahhhhhh… lembrou da sua avó falando isso num almoço de domingo, quando a criançada tava no chão enlouquecendo e os adultos pedindo “pelamordedeus” pra pararem com a gritaria?

 

 

Dúvido que já não tenha ouvido isso alguma vez. (ou quem sabe até falado). Vai… confessa! 🙂

Pois bem. Sua avó não fala isso por mal. É que no tempo dela realmente era diferente. E hoje parece que aquele simples “olhar do pai”, não faz mais uma criança “sossegar o pito”.

E existe um motivo. O Estudo das Gerações ajuda a explicar um pouco. Você vai encontrar um rico material sobre o assunto “diferença de gerações” no Google. Mas ele é tão focado nas empresas. Explica porque os jovens de hoje não permanecem muito tempo nos empregos, tem dificuldade em seguir regras, são multitarefas, não querem mais ter “chefes”… etc etc etc.

Toda material que fala sobre o estudo das gerações, vai até os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho hoje. Mas não encontro facilmente qualquer material que faça uma projeção de como serão as “Alícias” no futuro. Mas não só no mercado de trabalho.

E aí que….. tchanãããã… porque não tentar aproveitar esse material para entender o que acontece aqui dentro da minha casa ao invés de nas empresas?

Beleza, vamos “começar do começo”. (Aix, aonde é que eu to me metendo?)

Mas o que é uma geração?

É o grupo de pessoas nascidas numa mesma época e que, na teoria, possuem características e comportamentos parecidos, em função do contexto social que estão incluídas. Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos.

Atualmente já se fala na mudança de uma geração a cada 10 anos. E eu arrisco a dizer que em pouco tempo, iremos utilizar uma escala de 5 -7 anos para essas mudanças de comportamento.

Quer ver só? Hoje é comum uma criança de 2 anos manusear sozinha um smartphone. Mas as crianças que hoje tem de 7 ou 8 anos não fizeram isso quando tinham 2.

o iPhone foi lança em 2007, por exemplo. Na época era uma novidade caríssima. Muitas pessoas ainda tinham aquele “celular de sorvete seco”, como diz uma amiga minha.

Ou seja, apesar de já estarem inseridos na Era da tecnologia, os pais naquela época não tinham um aplicativo de PlayKids para distrair as crianças na hora do berreiro, como fazemos hoje. O máááximo da época era aquele jogo da cobrinha no Nokia. (brincadeira, já tinha outros joguinhos)

 

 

Então os pais tinham que fazer outra coisa pra acalmá-los. E só nesse pequeno ponto há uma mudança grande de características.

E essa características foram mudando de uma geração para outra. Então vamos voltar um pouquinho para entender essa evolução.

Não há um consenso exato de datas que definem as gerações. Pode haver uma diferença de 5 anos para mais ou para menos. Mas o importante não é focar na data exata escrita, e sim no contexto e conjunto de características que marcaram uma determinada época.

Em geral são separadas da seguinte maneira:

 

GERAÇÃO VETERANOS

São as pessoas nascidas entre 1922 e 1945. Provavelmente seus avós nasceram nessa época. Você já sabe quais são as características deles. Acho até que você já chamou alguém dessa época de “velho ranzinza”. (Tá rindo é?)

Mas o que eles passaram não foi nada fácil. E você também seria “ranzina” se vivesse uma infância como aquela.

Essas pessoas nasceram no período das grandes guerras. Você pode imaginar o clima de tensão que era na casa deles? O medo sempre presente? A instabilidade da economia e a sensação de “não saber como será o amanhã”?

Lembre-se: estamos falando de seus avós quando eles eram crianças. Que tipo de sentimentos os pais transmitiram a eles?

É claro que isso impactou a forma de educar da época. Acredito que tiveram uma infância um pouco menos divertida e mais séria. Na verdade, a preocupação com a educação nem era uma questão daquela época. Existia uma forma de educar filhos que era “padrão”. Simplesmente perpetuava-se forma de educar que já conhecia sem muitas dúvidas de “certo x errado”.

Pai e mãe tinham papéis bem definidos: a mulher em casa cuidando dos filhos e o homem responsável pelo sustento. Os filhos também entendiam bem essa divisão. Segundo IBGE, a média de filhos de um casal nos anos 40 era de 6,1. As famílias eram grandes, e quase tudo era coletivo. Inclusive a atenção da mãe.

Mas olha que interessante. Quando as pessoas falam “educação de antigamente que era boa”, estão se referindo a essa época aqui. Sim, nessa época bastava mesmo um olhar do pai e a obediência era imediata.

Porém o Ser Humano tem uma irremediável sensação de que “no passado era melhor” e desconsideram todo o resto que acompanha a história.

É meu querido!!!! Aquele olhar do pai, servia também para “acalmar” a mãe. Esse mesmo olhar era direcionada as mulheres da época para que não expressassem demasiadamente suas opiniões. Aquele olhar funcionava porque havia um lugar dado ao sexo masculino que era de poder sobre a família. O poder patriarcal.

 

 

NOTA: Se seu marido é do tipo “palhacinho” como o meu, vai fazer alguma piadinha a respeito, algo do tipo “tá certo, mulher tem que obedecer o marido” ou qualquer outra coisa do gênero.

Ok, piadas a parte, vamos voltar ao assunto.

Se você tiver a oportunidade, tenha uma conversa franca com alguém com mais de 75 anos. Deixe a pessoa falar, relembrar sua própria história. Deixa-a contar tudo. Tenha paciência em ouvir as repetições, os detalhes. E ao final, pergunte se ela concordava com a educação da época. Você vai ficar surpreso com algumas respostas.

Conversei com algumas pessoas dessa faixa etária. E fiquei realmente impressionada com os comentários. Em geral, elas não concordam com a educação que hoje é dado aos jovens, mas também não achavam que aquele modelo que tinham na sua infância fosse o ideal. Ouvi palavras “rigidez, disciplina, e falta de abertura” e elas não tinham uma conotação positiva.

Ok! Mas eles cresceram. Tornaram-se adultos, casaram e tiveram filhos. Quem são essas filhos? Sim… pròprio così: Nossos pais! E nessa nova geração, já houveram algumas modificações bem significativas.

Ficou curioso? Então não perca o próximo post.

 

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Planejamento Estratégico versus Educação dos Filhos ???

Postado em Atualizado em

AGORA A ALÍCIA

O papai e a mamãe parecem estar falando sempre as mesmas coisas. Quando o papai pede para eu fazer algo a ‘mamina’ fala a mesma coisa. Eu acho mesmo é que eles estão se combinando.

AGORA O PAPAI-COMPUTERO

Hoje decidi eu escrever neste blog aqui. Minha esposa, a Vivi começou a fazer esse blog com o intuito de ajudar mães e pais compartilhando nossas experiências com a pequena Alícia. Tanto as que deram assim como as que não deram certo. Bom, como eu faço parte da família, hoje é meu dia de falar algo aqui. hehehe.

Coloquei ali no título “computero” pois eu sou das exatas e minha esposa psicóloga. Quando ela me fala algo eu tento primeiro racionalizar, criar um modelo matemático e depois quem sabe criar algum algoritmo mental para resolver a questão. Tô brincando, não é tanto assim 😉

Pois bem, eis que um belo dia ela me veio com um papo assim: – Amor, estive pensando!!! (quando ela fala isso no início da frase lá vem uma reflexão, e se prepare para um bom tempo ali sentado ouvindo – e não experimente fazer algo diferente além de ouvir heim! Vai por mim! kkkkkk ).

Estive pensando que preciso demonstrar no meu blog algumas coisas reais que acontecem conosco aqui, pois caso contrário as pessoas vão achar que aqui em casa é tudo “às mil maravilhas” e nós também temos erros e desacertos.

Bom, aí já se foram uns 30 minutos discutindo sobre isso. Depois chegamos à discussão filosófica: “o que é certo e qual o errado ao educar”. Pois bem, mais 1h30min conversando!!! Foi então que ela me veio com essa: precisamos definir quais são os nossos valores.

Aí: PLIM!!! na hora me veio: isso é Planejamento Estratégico (PE). Quem já estudou essa parada sabe do ninho de vespa que estou falando. Começa simples e depois vira um monstro. Mas cá entre nós: quando bem feito simplesmente funciona.

plan

A Vivi continuou a falar e eu ali sentado mas pensando no tal PE e logicamente agora com outra aplicação: Educação de Filhos. Já imaginou? Isso dava um livro, uma obra de arte das ciências aplicadas modernas. hehehehe

Ocorre que o papo rolou mais um bom tempo. (Gosto de às vezes ficar pirando o cabeção com minha mulé sobre essas coisas do mundo da filosofia sabe? Deve ser por isso que a gente se entende). Ao final definimos algumas coisas aqui em casa e eu fiquei com a seguinte ideia na cabeça:

Como criar um planejamento estratégico familiar? Isso mesmo, familiar, pois o plano não é sobre o seu(s) filho(s) é sobre toda sua família. Dá uma olhada na imagem abaixo?

Etapas do planejamento estratégico. Fonte: ead-desenv.trf4.jus.br
Etapas do planejamento estratégico. Fonte: ead-desenv.trf4.jus.br

 

Assustadora? É, digamos que sim, mas veja por outro aspecto. Se você iniciar definindo a Missão e Visão o próximo passo são os Valores. Não ajudou? Explico: missão é onde você pretende chegar, um objetivo alcançável em determinado espaço de tempo (Ex: ser uma empresa reconhecida em todo estado no ramo X até 2020). Já a visão é mais ideológico mesmo, do tipo: quem você quer ser como crescer (Ex: ser uma empresa reconhecida pelos clientes como desejo de consumo…). Tá to viajando mas é bem por aí.

E os valores? São exatamente os mesmos que a Vivi comentou comigo antes, lembra? Em uma empresa colocamos coisas como: Pontualidade, Transparência, Trabalho em Equipe entre outros. Agora me diga você: isso não pode se aplicar à uma família? E mais: isso não pode ajudar na educação dos nossos filhos? Mas é lógico que sim.

Tá, tá, tá!!! Sei que você deve estar me achando meio louco, mas os papais com certeza gostarão deste post =D e se você realmente um dia sentar com seu marido ou esposa e discutir um pouco sobre: “no que vocês acreditam” encontrarão convergências mas também muitas divergências. Uaaaaaaaaauuuu…..

E o que isso quer dizer? Que se vocês mesmo não concordam com algumas coisas, como ficará a cabeça do pobre coitado do teu filho? Puuuuuuuutsss… É aqui em casa levamos este mesmo balde de água fria ao chegar nesse nível da discussão. (Nota: aí já tinham se ido 3h40min de conversa e a Alícia agora está vendo TV – Peppa Pig episódio 7 em Italiano).

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Bom, para não ficar muito chato, não vou continuar falando aqui sobre a continuação do planejamento estratégico, mas que é muito importante. Isso porque as próximas etapas são as definições de ações práticas para se chegar na meta (missão). Aí meu amigo o bicho pega!!! Vai ter que sentar e escrever mesmo o que vai fazer em quanto tempo e qual estratégia utilizar e vou te falar: essa tarefa será mais difícil do que executá-la propriamente dita.

Se nós implementamos aqui em casa? Estamos no processo. Que eu acho que dê certo: tenho certeza. Vamos fazer? Sim, pois gostamos de planilhas e já que controlamos nossos gastos mensais e metas pessoais porque não fazer isso com nossa felicidade? 😉

Fica a dica!!!

E a Alícia? Bom, ela ficou brincando enquanto conversávamos, às vezes ela participa das loucas discussões filosóficas dos pais: uma psicóloga e um computero. Às vezes me pergunto: o que vai ser dessa menina?

Isso só o tempo dirá!

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