Estudo das Gerações

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Você acha que cria seus filhos do seu jeito não é? Mas você nem faz ideia de como nosso modo de agir hoje foi influenciado por tantos fatores, que na verdade, se você olhar bem, o “seu jeito” de criar, não é só seu. Você não está tãããão no controle como pensa.

Mas esse assunto dá “pano pra manga” e temos muitas coisas para ver.

Assim, as coisas por aqui vão mudar um pouquinho.

As publicações até o momento, foram só para você entender como a história começou. Eu queria dar um contexto verdadeiro a você da situação, que teve como start a vinda para Itália. Todos os posts anteriores a este, estão no link da página O Começo, dispostos numa lista para facilitar o entendimento.

Mas as próxima etapas agora serão mais focadas nas pesquisas feitas (e que continuo fazendo) na área, as idéias que surgiram a partir delas e finalmente, os comportamentos modificados (meus e da Alícia) ao estilo “método” – bem do jeito que você gosta.  Va bene?  😉

Assim, ganhamos mais um link de página chamada Vamos pensar? que irá englobar toda essa nova parte de pesquisas.

Nessa etapa não teremos mais o “AGORA ALÍCIA”, porque apesar de ser muito inteligente, a menina não tem uma opinião formada a respeito da parte teórica. 😉

Mas pode deixar que ela retorna “cheia de opinião” na terceira fase, quando falaremos das mudanças de comportamento dela.

Ou seja: daqui para frente vai ser IMPERDÍVEL! 

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Ok, vamos começar então?

Você provavelmente já deve ter ouvido falar do Estudo das Gerações. Sim? Não? Se você trabalha em empresa, essa conversa já deve ter chegado ao seu ouvido alguma vez.

Mas se você não trabalha, com certeza já ouvi isso, mas de outra forma.

É aquilo que as pessoas adoram falar…. “a educação de antigamente é que era boa, bastava uma olhada do pai pra criança obedecer na hora”.

Ahhhhhh… lembrou da sua avó falando isso num almoço de domingo, quando a criançada tava no chão enlouquecendo e os adultos pedindo “pelamordedeus” pra pararem com a gritaria?

 

 

Dúvido que já não tenha ouvido isso alguma vez. (ou quem sabe até falado). Vai… confessa! 🙂

Pois bem. Sua avó não fala isso por mal. É que no tempo dela realmente era diferente. E hoje parece que aquele simples “olhar do pai”, não faz mais uma criança “sossegar o pito”.

E existe um motivo. O Estudo das Gerações ajuda a explicar um pouco. Você vai encontrar um rico material sobre o assunto “diferença de gerações” no Google. Mas ele é tão focado nas empresas. Explica porque os jovens de hoje não permanecem muito tempo nos empregos, tem dificuldade em seguir regras, são multitarefas, não querem mais ter “chefes”… etc etc etc.

Toda material que fala sobre o estudo das gerações, vai até os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho hoje. Mas não encontro facilmente qualquer material que faça uma projeção de como serão as “Alícias” no futuro. Mas não só no mercado de trabalho.

E aí que….. tchanãããã… porque não tentar aproveitar esse material para entender o que acontece aqui dentro da minha casa ao invés de nas empresas?

Beleza, vamos “começar do começo”. (Aix, aonde é que eu to me metendo?)

Mas o que é uma geração?

É o grupo de pessoas nascidas numa mesma época e que, na teoria, possuem características e comportamentos parecidos, em função do contexto social que estão incluídas. Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos.

Atualmente já se fala na mudança de uma geração a cada 10 anos. E eu arrisco a dizer que em pouco tempo, iremos utilizar uma escala de 5 -7 anos para essas mudanças de comportamento.

Quer ver só? Hoje é comum uma criança de 2 anos manusear sozinha um smartphone. Mas as crianças que hoje tem de 7 ou 8 anos não fizeram isso quando tinham 2.

o iPhone foi lança em 2007, por exemplo. Na época era uma novidade caríssima. Muitas pessoas ainda tinham aquele “celular de sorvete seco”, como diz uma amiga minha.

Ou seja, apesar de já estarem inseridos na Era da tecnologia, os pais naquela época não tinham um aplicativo de PlayKids para distrair as crianças na hora do berreiro, como fazemos hoje. O máááximo da época era aquele jogo da cobrinha no Nokia. (brincadeira, já tinha outros joguinhos)

 

 

Então os pais tinham que fazer outra coisa pra acalmá-los. E só nesse pequeno ponto há uma mudança grande de características.

E essa características foram mudando de uma geração para outra. Então vamos voltar um pouquinho para entender essa evolução.

Não há um consenso exato de datas que definem as gerações. Pode haver uma diferença de 5 anos para mais ou para menos. Mas o importante não é focar na data exata escrita, e sim no contexto e conjunto de características que marcaram uma determinada época.

Em geral são separadas da seguinte maneira:

 

GERAÇÃO VETERANOS

São as pessoas nascidas entre 1922 e 1945. Provavelmente seus avós nasceram nessa época. Você já sabe quais são as características deles. Acho até que você já chamou alguém dessa época de “velho ranzinza”. (Tá rindo é?)

Mas o que eles passaram não foi nada fácil. E você também seria “ranzina” se vivesse uma infância como aquela.

Essas pessoas nasceram no período das grandes guerras. Você pode imaginar o clima de tensão que era na casa deles? O medo sempre presente? A instabilidade da economia e a sensação de “não saber como será o amanhã”?

Lembre-se: estamos falando de seus avós quando eles eram crianças. Que tipo de sentimentos os pais transmitiram a eles?

É claro que isso impactou a forma de educar da época. Acredito que tiveram uma infância um pouco menos divertida e mais séria. Na verdade, a preocupação com a educação nem era uma questão daquela época. Existia uma forma de educar filhos que era “padrão”. Simplesmente perpetuava-se forma de educar que já conhecia sem muitas dúvidas de “certo x errado”.

Pai e mãe tinham papéis bem definidos: a mulher em casa cuidando dos filhos e o homem responsável pelo sustento. Os filhos também entendiam bem essa divisão. Segundo IBGE, a média de filhos de um casal nos anos 40 era de 6,1. As famílias eram grandes, e quase tudo era coletivo. Inclusive a atenção da mãe.

Mas olha que interessante. Quando as pessoas falam “educação de antigamente que era boa”, estão se referindo a essa época aqui. Sim, nessa época bastava mesmo um olhar do pai e a obediência era imediata.

Porém o Ser Humano tem uma irremediável sensação de que “no passado era melhor” e desconsideram todo o resto que acompanha a história.

É meu querido!!!! Aquele olhar do pai, servia também para “acalmar” a mãe. Esse mesmo olhar era direcionada as mulheres da época para que não expressassem demasiadamente suas opiniões. Aquele olhar funcionava porque havia um lugar dado ao sexo masculino que era de poder sobre a família. O poder patriarcal.

 

 

NOTA: Se seu marido é do tipo “palhacinho” como o meu, vai fazer alguma piadinha a respeito, algo do tipo “tá certo, mulher tem que obedecer o marido” ou qualquer outra coisa do gênero.

Ok, piadas a parte, vamos voltar ao assunto.

Se você tiver a oportunidade, tenha uma conversa franca com alguém com mais de 75 anos. Deixe a pessoa falar, relembrar sua própria história. Deixa-a contar tudo. Tenha paciência em ouvir as repetições, os detalhes. E ao final, pergunte se ela concordava com a educação da época. Você vai ficar surpreso com algumas respostas.

Conversei com algumas pessoas dessa faixa etária. E fiquei realmente impressionada com os comentários. Em geral, elas não concordam com a educação que hoje é dado aos jovens, mas também não achavam que aquele modelo que tinham na sua infância fosse o ideal. Ouvi palavras “rigidez, disciplina, e falta de abertura” e elas não tinham uma conotação positiva.

Ok! Mas eles cresceram. Tornaram-se adultos, casaram e tiveram filhos. Quem são essas filhos? Sim… pròprio così: Nossos pais! E nessa nova geração, já houveram algumas modificações bem significativas.

Ficou curioso? Então não perca o próximo post.

 

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